Introdução
Após a descrição dos primeiros casos de SIDA no início dos anos oitenta (nos EUA), assistiu-se, nas décadas que se seguiram, ao aumento rápido do número de infectados em todo o Mundo.
Actualmente, nenhum país ou Continente é poupado a esta epidemia, e apesar dos avanços consideráveis que se fizeram no que diz respeito ao tratamento das pessoas infectadas, a SIDA continua a ser uma doença incurável. Como tal, a única maneira de nos protegermos contra ela será através da prevenção, ou seja, evitando comportamentos que possam constituir um risco para a aquisição do vírus responsável pela doença: o VIH ou Vírus da Imunodeficiência Humana.
A Mulher desempenha um papel fulcral no alastrar desta epidemia, pois pode transmitir a doença a terceiros, não só através das relações sexuais e do contacto com o seu sangue, mas também porque pode transmiti-la aos seus filhos durante a gravidez e o parto. Este último facto é tão importante, que hoje podemos afirmar que a quase totalidade dos casos de SIDA na infância é devida à transmissão do VIH das mães aos seus filhos.
Poder-se-á então fazer alguma coisa para proteger as crianças, filhas de mães infectadas? A resposta a esta questão é afirmativa e esta publicação destina-se precisamente a esclarecer sobre o que pode e deve ser hoje oferecido às grávidas seropositivas no sentido de lhes proporcionar um seguimento e um tratamento adequados da Infecção VIH e, ao mesmo tempo, reduzir o risco de a transmitir aos seus bebés.
Apresentação do Projecto de Investigação
Para conhecer melhor os processos psicológicos associados à problemática da infecção VIH no contexto da gravidez, uma equipa de médicos e psicólogos/multidisciplinar (ver Equipa) desenvolveu um projecto de investigação que se desenvolveu no Departamento de Medicina Materno-Fetal, Genética e Reprodução Humana/Maternidade Doutor Daniel de Matos dos Hospitais da Universidade de Coimbra.
Neste estudo, as mulheres grávidas (e respectivos companheiros) foram avaliados desde a incursão na Consulta de Obstetrícia-Infecciosas da Maternidade Doutor Daniel de Matos até 2 a 4 dias após o nascimento do bebé.
[ver página da Comunidade Científica]