Aprovação:

Aprovado pela Comissão de Ética dos HUC - Hospitais da Universidade de Coimbra

Financiamento:

Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Fundação para a Ciência e Tecnologia

Instituto de Psicologia Cognitiva
Instituto de Psicologia Cognitiva - FPCEUC (Linha de investigação Relações, Desenvolvimento & Saúde)

Instituições:

Unidade de Intervenção Psicológica
UnIP - Unidade de Intervenção Psicológica Maternidade Daniel de Matos

Hospitais da Universidade de Coimbra
Hospitais da Universidade de Coimbra

Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra
Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação - Universidade de Coimbra


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Introdução

Nos últimos anos tem-se assistido a um aumento dos problemas de infertilidade nos casais portugueses, à semelhança de toda a Europa. Estima-se que, actualmente, 10 a 15% dos casais em idade reprodutiva terão problemas de fertilidade.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, um casal é considerado infértil após 12 meses de relações sexuais desprotegidas sem que ocorra nenhuma gravidez. Apesar de apenas um dos membros do casal ser geralmente alvo do diagnóstico de infertilidade, esta deve ser considerada um problema do casal.

Tendo de recorrer a tratamentos de Reprodução Medicamente Assistida que apresentam probabilidade de sucesso baixas e que muitas vezes se prolongam no tempo, estes casais tendem a apresentar níveis de ansiedade e depressão mais elevados e, por vezes, mesmo dificuldades no relacionamento conjugal. Quando os tratamentos são bem sucedidos, a gravidez é também vivida de uma forma especial pois apresenta alguns riscos médicos e obstétricos, contribuindo para uma maior preocupação nestes casais.

Desta forma, a necessidade de se disponibilizar acompanhamento psicológico aos casais inférteis é consensual, sendo que, em alguns países, este acompanhamento é mesmo um procedimento de rotina antes, durante e após o período de tratamento .

Apresentação do projecto “Transição para a parentalidade em famílias que recorreram a técnicas de Reprodução Medicamente Assistida: Ajustamento individual, conjugal e relação pais-filhos

Para conhecer melhor os processos psicológicos associados aos problemas de fertilidade e ao seu tratamento, uma equipa multidisciplinar de médicos e psicólogos desenvolveu um projecto de investigação que está a decorrer neste momento no serviço de Genética Médica do Departamento de Medicina Materno-Fetal, Genética e Reprodução Humana dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Neste estudo, os casais que recorrem a tratamentos para a infertilidade são avaliados desde o momento em que iniciam o tratamento até ao final do tratamento (no caso de insucesso), ou até ao primeiro ano de vida do bebé (no caso de sucesso no tratamento).

Pretende-se assim recolher informação para se entender melhor alguns aspectos deste problema, tais como:

  • Como é que os casais vivem esta experiência?
  • De que forma o seu ajustamento é afectado, tanto quando os tratamentos são mal sucedidos como quando são bem sucedidos?
  • De que forma é que a sua relação conjugal é afectada, tanto positiva como negativamente?
  • Quando o tratamento é bem sucedido, como que é que vivem a relação com os seus filhos?

Consideramos que o conhecimento aprofundado de estes e outros aspectos associados contribui para o desenvolvimento e implementação de programas de prevenção e intervenção mais eficazes, promovendo um melhor ajustamento destas famílias.

Note que estes conteúdos são apenas indicativos – deve sempre colocar as suas questões e dúvidas à sua equipa clínica, e levar em conta sobretudo os esclarecimentos, informações e ensinos que junto deles obtiver.



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