Aprovação:

Aprovado pela Comissão de Ética dos HUC - Hospitais da Universidade de Coimbra

Financiamento:

Instituto de Psicologia Cognitiva
Instituto de Psicologia Cognitiva - FPCEUC (Linha de investigação Relações, Desenvolvimento & Saúde)

Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Fundação para a Ciência e Tecnologia (SFRH/BD/3168/2000)

Instituições:

Unidade de Intervenção Psicológica
UnIP - Unidade de Intervenção Psicológica Maternidade Daniel de Matos

Hospitais da Universidade de Coimbra
Hospitais da Universidade de Coimbra

Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra
Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação - Universidade de Coimbra


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Apresentação geral do projecto:Project overview

[Projecto concluído]

A gravidez e a transição para a parentalidade constituem processos dinâmicos de construção e desenvolvimento - são períodos de  profundas transformações físicas, psicológicas e relacionais, representando um ponto essencial de crescimento e integração maturativa dos pais; existirão variações de acordo com as condições médicas, características individuais, grau de ajustamento no início da gravidez, e redes de suporte. Nestes momentos do ciclo de vida, mesmo quando decorrem como esperado, as mudanças inerentes implicam vulnerabilidade acrescida e exigem adaptação específica, que a intervenção psicológica pode promover.

Quando o parto é pré-termo, o stress familiar é intenso, com consequências que vão além do período pós-natal imediato - o ajustamento e saúde parentais poderão ficar comprometidos, o que se repercutirá negativamente nas relações e bem-estar familiares.

O parto pré-termo é actualmente um dos problemas mais prementes em Obstetrícia, Neonatalogia e Pediatria, tal como na Psicologia da Maternidade e Parentalidade e do Desenvolvimento, pois contribui significativamente para a mortalidade e morbilidade infantil: estudos efectuados em diversos países indicam que a sua ocorrência constitui um problema de saúde pública, com sérias implicações ao nível da adaptação psicológica e social da família (Bloch, 2003; Holzman & Paneth, 1998); Peixoto, 2002). A incidência do parto pré-termo continua muito alta, rondando os 6-8% na Europa e os 10% nos Estados Unidos, e embora os resultados desenvolvimentais para os bebés nascidos prematuramente venha melhorando significativamente nos últimos 20 anos, os riscos e possíveis sequelas são consideráveis.

Com esta investigação procuramos relacionar diferentes variáveis (factores médicos e obstétricos, características psicológicas dos progenitores e factores sociais) com o ajustamento psicológico dos pais, adequação da interacção com o bebé, e adaptação familiar perante a ocorrência de um parto pré-termo. A amostra é constituída por mães e pais de bebés prematuros nascidos na Maternidade Dr. Daniel de Matos - HUC. Trata-se de estudo longitudinal, acompanhando a família desde o nascimento do bebé, até aos três anos de idade deste. A recolha de dados (quantitativos e qualitativos) foi efectuada em diferentes momentos, com recurso a metodologias diversificadas. Foi ainda constituído um grupo de referência, com mães, pais e bebés de termo, cuja gravidez tenha decorrido sem problemas médicos associados.

Esperamos que os resultados, que neste momento começamos a sistematizar, não só venham enriquecer o conhecimento actual acerca desta problemática, permitindo dados comparativos com a situação noutros países, mas possam também contribuir para a elaboração de programas de prevenção e acompanhamento psicológico na gravidez e no pós-parto que promovam a adaptação dos pais e minimizem os riscos médicos, psicológicos e sociais envolvidos na prematuridade.



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